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A carta de amor que nunca lerás...
(Escrevo-te esta carta mas sem intenções de ta entregar, provavelmente nunca a lerás, ou talvez a leias quando já tivermos seguido os dois em frente, não sei...)[hover here]
Queria poder dizer que na minha vida és um capítulo encerrado mas, infelizmente, não o posso fazer, porque não o és... Posso até dizê-lo quantas vezes quiser mas não será sentido, ainda não me mentalizei que a nossa história acabou... Mesmo apesar de ter sido eu a pôr fim à nossa história, por não ter mais forças para continuar a lutar sozinha pelos dois. Queres que te seja sincera? Achava que me amavas, achava que simplesmente só não davas valor, por isso pensei que quando perdesses irias valorizar, mas depois percebi que simplesmente nunca me amaste...
Dei-te uma 2ª oportunidade de entrares na minha vida e desta vez dei-te um papel importante nesta peça, defendi-te e lutei contra tudo e todos e tu, o que fizeste? Deixaste-me partir... Deixaste-me ficar mal, sabias? Virei-me contra todos os que não acreditavam em "nós", fiz de tudo por convencer toda a gente que te preocupavas comigo, que sentias a minha falta, que me amavas, mas afinal não, nunca... Cheguei à conclusão que para ti dizer "amo-te" é uma coisa banal e que não precisas de o sentir para o dizeres, que nunca me amaste de verdade e que nunca te fiz verdadeiramente falta, que nunca consegui convencer e enganar ninguém, somente a mim própria... Chego até a achar que tu não sabes o que é amar de verdade...
Mas, apesar de tudo, recordo cada segundo dos nossos momentos carinhosos, sim, porque tu, às vezes, até sabias ser carinhoso quanto estavas comigo...
Apesar de ter uma mágoa dentro de mim, continuo a sentir necessidade de falar contigo e ouvir a tua voz que sempre me trouxe e continua a trazer uma sensação de lar, de conforto, de segurança. Já passámos por muito, por isso achei que juntos fôssemos capazes de superar tudo e todos mas isso é impossível sem existir amor!
Recordo a tua voz doce e meiga, que nada tem a haver com a voz brusca com que me falas agora, quando me disseste, enquanto lágrimas me escorriam pelo rosto, para me relembrar daquele olhar de má que te lancei quando nos reencontrámos, no início do Verão, porque tinha sido por esse mesmo olhar de má que, segundo dizias, te tinhas apaixonado. Lembraste dessa conversa? Nessa noite chamaste-me "MINHA PEQUENINA" e eu senti-me bem comigo própria, tão bem... Foi o nome mais carinhoso pelo qual me trataste, no entanto não o voltei a ouvir...
Lembraste quando me deste a mão pela 1ª vez? Foi no S.Paio, duas noites antes de me pedires em namoro (era 5 de Setembro), lembro-me de ires a andar lado a lado, e de me agarrares a mão... Nunca o tinhas feito nesse mês que andámos... E, do nada, surgiu um sorriso na minha cara, lembro-me de me sentir importante para ti nessa noite, mas se calhar até o fazes com todas... Mas naquela noite senti-me a mulher mais feliz do mundo.
Acho que nunca percebeste ao certo até que ponto estava empenhada nesta relação e até que ponto lutei, isso deixa-me um pouco decepcionada mas pelo menos não estou desiludida comigo mesma porque sei que fiz tudo o que pude para que desse certo.
Só não percebo porque me iludiste se, pelos vistos, nunca foi isto que quiseste!
O teu nome no meu telemóvel continua o mesmo, tal como o lugar que ocupas no meu coração mas não tenciono que continue assim por muito tempo... E o cap que tanto orgulho tinha em usar e dizer que era teu, se quiseres vir buscá-lo, ele continua para sempre a ser teu, ao contrário do meu coração!
C.M. <3
3 de Outubro de 2013


